As Casas Mais Antigas da Cidade

Você já ouviu falar nas duas casas mais antigas de Manaus?

Então elas são as casas 69 e 77 localizadas na rua Bernado Ramos no sítio histórico de Manaus (a parte mais antiga da cidade).

São feitas com uma técnica de construções sustentáveis com uso de estrutura feita de taipa (mistura de barro com madeira) caracterizando-se como uma construção do período colonial. São datadas de 1819.

A casa 69 já abrigou um escritório de contabilidade e a casa 77 já foi um bar. Ambas foram desapropriadas pela Prefeitura de Manaus por conta do valor histórico.

Inaugurado no aniversário de 350 anos de Manaus, no dia 24 de outubro de 2019, o Centro Cultural Óscar Ramos passa a se localizar nas casas 69 e 77 e leva o nome de um dos principais artistas amazonenses e é um espaço destinado à promoção da cultura.

Na casa 69, que possui 137,86 m², fica a exposição permanente de Óscar Ramos, com pintura, escritos, figurinos, produções, desenhos de moda do artista e objetos pessoais, como mobílias e capas de LPs. Já a casa 77, com 151,24 m², sedia exposições temporárias de Óscar Ramos e outros artistas, com quadros que nunca foram expostos, entre outros materiais.

Quem foi Óscar Ramos?

Óscar Ramos nasceu em Itacoatiara, interior do Estado do Amazonas (distante 269 quilômetros de Manaus) e é considerado um dos principais nomes das artes visuais no Brasil, tendo, inclusive, realizado trabalhos com grandes nomes da música brasileira, assinando capas de discos de Caetano Veloso, Maria Betânia, Gilberto Gil e Gal Costa, por exemplo, além de trabalhos premiados no exterior. Ramos possui uma longa trajetória, composta por mais de 60 anos de produção, marcada pelo experimentalismo de apelo universal.

Antes de ser internado, Óscar desenvolvia projetos de curadoria no Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade. Faleceu no dia 13 de junho de 2019.

Fotos: Julio Sales

Referência Bibliográfica:

A informações foram retiradas de um panfleto institucional do centro cultural.

RELACIONADOS
MAIS CATEGORIAS

A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO