Monumento de Tenreiro Aranha

A tão comentada escultura monumental na Praça da Saudade faz homenagem ao primeiro presidente da Provincia do Amazonas e defensor da autonomia política da região, que até então era subordinada ao Grão-Pará (Atual Estado do Pará), João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha (que também era paraense mas defendia os interesses do Amazonas).

A independência do Amazonas ocorreu no dia 05 de setembro de 1850 e Tenreiro Aranha foi então o primeiro presidente da nova província brasileira. Destaca-se que tal decreto foi assinado pelo então imperador do Brasil, Dom Pedro II.

Nos idos de 1883 o deputado Silvério Nery sugeriu a construção de um monumento composto por uma coluna, quatro faces com símbolos da província e em cima um busto de Tenreiro Aranha, com o objetivo de comemorar a data.

O monumento deveria ser instalado na praça 28 de setembro, atual praça Heliodoro Balbi. No entanto tal iniciativa ficou paralisada por mais de 10 anos até que na gestão de Eduardo Ribeiro o assunto voltou à tona e a monumento passaria a ser instalado da praça 5 de setembro (da saudade). No entanto, mais uma vez não saiu do papel.

A construção do monumento só veio acontecer em 1906 quando o superintendente municipal Adolpho Lisboa anunciou melhoramentos na praça Tamandaré, atual Praça Tenreiro Aranha.

O monumento foi inaugurado em 05 de setembro de 1907 e permaneceu na praça Tamandaré até 1932 quando foi totalmente transladado para a Praça 5 de Setembro (da Saudade) onde está até os dias de hoje.

O monumento, originário de Roma, foi confeccionado por Enrico Quatrini. A base do monumento é feita do mesmo material do da Abertura dos Portos.

Referência Bibliográfica:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO