Forte de São José: o início de Manaus

Você sabe qual construção deu início ao que hoje nós chamamos de Cidade de Manaus?

Manaus surgiu a partir da construção de um forte de demarcação do território português, chamado de Forte de São José da Barra do Rio Negro. Provavelmente o forte foi construído em 1669 pelo capitão Francisco de Mota Falcão. Era feito de pedra e barro de forma quadrangular com quatro peças de artilharia retiradas do Pará, porém nunca teve função militar.

Em volta do forte foram criados aglomerados de índios escravizados ou não como os Baré, Passé,  Manau e os Tarumã.

Por volta de 1695 a região, além do forte, tinha uma igreja de madeira dedicada a Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro (que também funcionava como escola), a casa do vigário, a do comendador e outras mais, todas feitas de taipa (madeira e barro), cobertas de palhas e chão de terra batida. Tal aglomerado foi chamado de Lugar da Barra.

Em 1754, o engenheiro João André Schwevel em uma viagem de demarcação dos limites do Tratado de Madrid, apercebeu-se do Forte da Barra e fez a ilustração postada nessa publicação. Na única ilustração daquele período podemos ver o Forte, a igrejinha e os casarios que compunham o Lugar da Barra.

Em 1787 a Barra era uma povoação de 301 moradores (243 indígenas, 47 brancos e 11 negros escravizados) dividida em dois bairros.

O forte não chegou aos nossos dias e hoje não temos nem mesmo as ruínas. Acredita-se que forte foi erguido na região do porto, especificamente onde hoje se encontra o prédio do Palácio do Tesouro.

Se essa construção tivesse sido preservada talvez seria a mais emblemática para a história da nossa cidade.

Curiosidade:

Apesar de o forte ter sido construído onde hoje é a área portuária de Manaus. O primeiro lugar que os portugueses chegaram e fincaram à presença foi na foz do Tarumã-Açu, onde hoje é a região do bairro Tarumã-Ponta Negra.

Fotos: Julio Sales

Referências Bibliográficas:

BRAGA, Robério. Manaus na Palma da Mão. Manaus: Reggo Edições, 2014.

GARCIA, Etelvina. Manaus Referências da História. Manaus: Norma Editora, 2012

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO