No dia 10 de julho de 1884, o Presidente Theodoreto Carlos de Faria Souto, abolia a escravidão na Província do Amazonas.
0 Amazonas foi a segunda Província a abolir a escravidão, pois em 25 de março de 1884 o Ceará anunciava a emancipação de seus escravizados.
Desde 1869 valores eram adicionados, mediante emendas parlamentares, ao orçamento da Província para a compra de alforrias.
Foi em uma quinta-feira, no dia 10 de julho de 1884, às 12 horas, que o Presidente Theodoreto Souto declarou, na Praça 28 de Setembro (Praça Heliodoro Balbi, da Polícia), que já não existiam mais escravizados na Província do Amazonas,
No relatório da Província antes da abolição, esta contava com cerca de 1.500 escravizados em 1884, em sua grande maioria empregados em serviços domésticos.
Um conjunto de fatores possibilitou que o Amazonas antecipasse em quatro anos a libertação de seus cativos:
1 – O novo contexto econômico, isto é, a expansão das atividades ligadas à extração do látex;
2 – O alto custo para a manutenção dos escravos, que já não era mais sustentável;
3 – A pressão cada vez maior de setores da sociedade e instituições como a Assembleia Legislativa Provincial, a Maçonaria e as sociedades emancipadoras contra essa prática.
Os escravizados resistiam à escravidão através de fugas (individuais ou coletivas), de revoltas, da recusa a trabalhar e da criação de quilombos e mocambos.
Os defensores da abolição, membros em sua maioria da elite, defendiam que tal prática já não encontrava mais espaço em uma sociedade que buscava integrar-se aos principais centros difusores da economia capitalista e dos valores da dita modernidade.
Na foto da publicação vemos o hall da Biblioteca Pública do Amazonas onde encontramos um gigantesco quadro que tem o nome de “Redenção do Amazonas”.
A obra é de autoria de Aurélio de Figueiredo e é um óleo sobre tela medindo 6,65m x 3,65m, datado de 1888.
Tem detalhes homenageando a presença indígena, negra e nordestina. Além da fauna e flora da Amazônia bem como as ruínas do Forte de São José.
Autores: Fabio Augusto e Nicolas Castro
Foto: Pamela Souza