Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Inaugurado em 15 de julho de 1883, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa, é um belo exemplar de arquitetura de ferro existente no Brasil.

Foi inspirado em um mercado de Paris chamado Les Halles. Seu material de ferro foi importado de Liverpool, uma cidade da Inglaterra de onde vinha grande parte do ferro utilizado nas construções em Manaus. 

Sua fachada principal direcionava para o Rio Negro, com o qual o mercado  tinha uma relação muito forte, pois era por meio desse rio que chegava grande parte dos alimentos vendidos no mercado. No entanto, essa relação foi interrompida em 1980, com a construção da avenida Lourenço Braga (Manaus Moderna) e, com isso, o Rio Negro não mais chegaria aos portões do estabelecimento.

Sua fachada mais conhecida é a que se localiza na rua dos Barés.  A fachada só foi construída no início do século XX, com estilo renascentista, e faz homenagem ao então prefeito de Manaus: Adolpho Lisboa.

O mercado é formado por quatro pavilhões de ferro e um de alvenaria: um pavilhão central; dois laterais; um posterior e o outro de alvenaria para a rua dos Barés. 

Atualmente, o pavilhão central é usado para venda de artesanato, muito frequentado por turistas. Os pavilhões laterais são para a venda de carne e peixe. O pavilhão posterior para venda de ervas e outros.

Vale ressaltar a existência de dois restaurantes nos coretos laterais. Existe também um renomado restaurante no segundo andar, onde o chef Procópio faz várias receitas requintadas com a culinária e técnicas amazônicas.

O Mercadão foi reinaugurado em 2013, depois de anos fechado para restauro. Hoje ele é um dos principais expoentes da cultura amazonense na cidade de Manaus, onde é possível encontrar artesanato, culinária, ervas medicinais e muito mais.

Que tal tirar um dia para passear pelo mercado, comprar aquela bala de cupuaçu e experimentar o x-caboquinho? Faça do mercado um lugar onde você possa se conectar com a nossa cultura, pois nele é possível encontrar o que há de mais intrínseco na vida de um manauara!

Referência Bibliográfica:

MESQUITA, Otoni Moreira. Mercado Adolpho Lisboa: história e arquitetura. Manaus: Fundo Municipal de Cultura. 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO