Essa é a visão que temos ao entrar no salão de espetáculos do Teatro Amazonas.
De todos os detalhes, o que mais chama atenção é a pintura do teto que se chama Plafond.
São imensas telas feitas em Paris no ateliê da Casa Capezot. As telas foram feitas por encomenda do responsável pela decoração do salão de espetáculos, o pernambucano Crispim do Amaral. Foram entregues em 1896, no ano da inauguração do Teatro Amazonas.
O plafond é composto por quatro alegorias representando as belas artes: Música, Dança, Tragédia e a Ópera com a glorificação de Carlos Gomes (este é considerado o pai da ópera brasileira e sua obra, O Guarani, deveria ter sido a ópera inaugural do Teatro Amazonas).

Entre as alegorias existe um imenso X dourado que segundo o historiador Eduardo Braga (2014) é uma simulação de arcos de abóbodas que estariam sustentando a cúpula. No entanto muitos fazem alusão a estrutura das bases da Torre Eiffel em Paris, visto que a pintura foi feita lá e a cidade de Manaus tinha muita influência parisiense, inclusive sendo apelidada de Paris dos Trópicos.
No centro do plafond existe uma estrutura circular chamada Rosácea. É por meio da rosácea que é feita a refrigeração do Salão de Espetáculo.
Pendurada na rosácea está o belo lustre central feito de ferro batido, decorado com elementos vegetais. O lustre também foi obra de Crispim do Amaral e custou trezentos e cinquenta mil contos de réis.
Interessante? Gostaria de visualizar esses detalhes arquitetônicos e de decoração pessoalmente? É só fazer uma visita ao Teatro Amazonas que funciona de terça a domingo das 9 às 17h (aos sábados de 9 às 13h). Lembrando que amazonense não paga para fazer as visitas guiadas, só basta apresentar o RG na bilheteria.
Referência bibliográfica:
BRAGA, Robério. Manaus na Palma da Mão. Manaus: Reggo Edições, 2014.