Alegoria do Salão Nobre

Intitulada A Glorificação das Belas Artes na Amazônia a pintura do forro central do salão nobre foi feita entre os anos de 1897 e 1899 e assinada por Domenico de Angelis. Os estudos para a criação da alegoria foram feitos em Roma, mas a obras foram realizadas dentro do Teatro Amazonas por uma importância de 28 mil francos.

A alegoria representa um grupo de deuses e musas descendo do monte Hélicon sobre a Amazônia. Pintada com a técnica de perspectiva Sotto In Su, a alegoria tem a ilusão de ser tridimensional.

Na alegoria observamos a representação de algumas musas: 

1- Glória é a figura ereta no centro da pintura com vestes amarelas, asas e portando duas coroas de louro para consagrar as belas artes que estão representadas e musas em sua volta;

2- Melpomen é a musa da tragédia e está em último plano segurando um punhal;

3- Thalia se protege da luz com a máscara da comédia;

4- Euterpe, musa da música, tange um alaúde com dorso nu;

5- Erato, musa da lírica e poesia do amor, está proclamando;

6- Etos, o cupido, está ao lado de Eratos e toca uma lira;

7- Terpschore, musa da dança e do coral, gira o corpo e usa véu de ouro;

Temos também a representação de Apolo, Hércules, Clio (musa da história), Calíope (musa da poesia épica), Polyhymnia (musa dos hinos sublimes e cantos sagrados) e Urania (regente de astrologia).

Também existe a representação de um templo onde as musas habitam.

Grande artista responsável pela decoração do Salão Nobre, Domenico de Angelis, faleceu em março de 1900, conseguindo entregar sua última obra no Teatro Amazonas que foi justamente essa alegoria.

Curiosidades:

Com as técnicas usadas na pintura é possível observar várias ilusões como a Glória olhando para você, uma musa que engorda e emagrece, outra que movimenta os braços e um anjinho que abre e fecha os olhos.

Que tal visitar o Teatro Amazonas para apreciar essa bela obra de arte?  

Referências Bibliográficas:

BRAGA, Robério. Manaus na Palma da Mão. Manaus: Reggo Edições, 2014.

MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus História e Arquitetura (1669-1915). Manaus: Editora Valer, 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO