As Cores do Teatro

Você sabia que nem sempre o Teatro Amazonas teve essa coloração externa de tom rosa?

Até hoje algumas pessoas divergem sobre qual teria sido a cor original do Teatro Amazonas: alguns dizem ser rosa e outros cinza.

Segundo o historiador Otoni Mesquita, era comum nas fachadas de prédios do século XIX a coloração rosada. Segundo o Regimento n. 20 da Repartição de Obras Públicas, em julho de 1869, ditava que os projetos das fachadas de construções deveriam ser apresentados em cor rosa.

Já o renomado historiador Mario Ypiranga Monteiro relata que a cor original do Teatro seria branco e cinza visto que uma ordem de serviço emitida pelo Governador Fileto Pires em 25 de agosto de 1897 autorizava Henrique Mazzolani a executar a pintura externa nas cores “branco e cinza”. 

Não se sabe se essa ordem de serviço foi efetuada. O que se sabe é que há relatos de novas pinturas em 1901, 1902, 1904, 1905 e em 1913 o Governador Jonathas Pedrosa informa que as pinturas do Teatro ainda eram as “primitivas” e necessitavam ser retocadas.

Nas fotos existentes daquela época não dá para saber exatamente qual era a cor do Teatro, pois, elas (as fotografias) estão em preto e branco.

Em sua primeira reforma (1929) o prédio foi pintado de cor de rosa e branco e esta cor foi mantida na segunda reforma em 1960. No entanto, em sua terceira reforma (1974) o teatro foi pintado de azul e branco, o que causou grande polêmica na cidade. Já na restauração de 1989 retornou-se o tom rosado, criado especialmente para este edifício depois de pesquisa técnica que identificou na argamassa original o tom final das cores. Este tom rosado é menos pastel que na pintura de 1929/60 e substituiu-se o branco por um tom creme.

Atualmente, tombado pelo IPHAN, não se pode mais modificar a cor externa do Teatro Amazonas. Portanto ele deve permanecer rosa!

E aí? De qual cor você prefere o Teatro Amazonas? Rosa, Azul ou Cinza? 

Fonte: acervo pessoal

Referência Bibliográfica:

BRAGA, Robério. Manaus na Palma da Mão. Manaus: Reggo Edições, 2014.

MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1669-1915). 4 ed. Manaus: Editora Valer, 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO