Esta é uma das esculturas da Praça da Polícia que quase ninguém se dá conta quando passa por lá, mesmo ela tendo 2 metros de altura!
Assim como as esculturas da deusa Diana, Mercúrio e o cão caçando um javali, a escultura da Ninfa foi confeccionada a pedido do botânico Oscar Labroy, do museu Maizon em Paris, e inaugurada na praça no dia 23 de junho de 1907. A estrutura foi feita de ferro fundido, com 2 metros de altura, pela firma Pondu Par-le Val D’osne.
Ninfas na mitologia grega, são espíritos naturais femininos, ligados a um local ou objeto particular da natureza. Elas são espíritos habitantes dos lagos e riachos, bosques, florestas, prados e montanhas.
São frequentemente associadas a deuses e deusas maiores, como a caçadora Ártemis (Diana). Por isso essa ninfa está presente nesta praça, que segundo a escritora Evanny Nascimento, é o local de caça da deusa Diana.
Uma classe especial de ninfas, as melíades, foram citadas por Homero como as mais ancestrais das ninfas. Enquanto as demais ninfas são normalmente filhas de Zeus, as melíades descendem de Urano.
Simplificando, as ninfas seriam fadas sem asas, leves e delicadas. São a personificação da graça criativa e fecundadora na natureza. Elas viviam distantes das aldeias e gostavam de tomar banho ao som de melodias ao meio-dia ou meia noite.
As ninfas mais famosas são as Musas — filhas de Zeus e Mnemosine: Calíope, poesia épica; Clio, história; Erato, poesia lírica ou erótica; Euterpe, música, Melpômene, tragédia; Polímnia, poesia sacra; Tália, comédia; Terpsícore, dança; Urânia, astrologia.
Interessante saber essas simbologias das praças, não é mesmo?
Que tal, na próxima vez que você for à Praça da Polícia, tentar encontrar a estátua dessa ninfa?
Referência Bibliográfica:
NASCIMENTO, Maria Evany do. Monumentos Públicos do Centro Histórico de Manaus. Manaus: Editora Valer, 2013