As Casas de Manaus

Poucas são as casas históricas de Manaus que sobreviveram ao tempo de forma preservada, principalmente no que diz respeito às suas fachadas. Você já parou para pensar nas características principais dessas casas?

Nessa foto vemos os casarões históricos do hotel Juma Ópera e podemos fazer uma análise sobre sua estrutura.

Geralmente as casas manauaras do período da borracha eram sobrados, ou seja, de dois pavimentos. Segundo o Código de Postura do Município, o que equivale hoje ao Plano Diretor da Cidade, dizia que as casas deveriam ser construídas a partir de um porão alto para ajudar na refrigeração e impedir a proliferação de doenças na residência. 

Geralmente a entrada da casa ficava em uma das laterais a partir de uma pequena escadaria de pedras.

As fachadas dos casarões são compostas por: 

1 – Parede: porção lisa da fachada geralmente pintada de cor terracota;

2 – Ornamento: decoram a fachada em volta das janelas e extremidades, geralmente pintadas de cor ocre;

3 – Gradis: detalhes em ferro dos portões ou janelas geralmente pintadas de cor verde musgo;

4 – Esquadrias: janelas geralmente com formato de arco pleno;

5 – Barramento: parte inferior da fachada onde geralmente ficava a respiração do porão alto.

Os detalhes das construções também poderiam ser feitos de Arenito Manaus, Azulejos ou tijolos aparentes. Todas as casas deveriam ter a Platibanda para ornamentar o alto das construções, esconder a calha e padronizar as edificações.

Os revestimentos originais usados nessas construções são a argamassa pigmentada, tintas à base de cal ou revestimento de pó de pedra. As cores principais eram o terracota e o ocre.

Há casas que também contêm as pinhas nos altos da fachada com a intenção de proteger espiritualmente a residência.

Interessante conhecer os detalhes dos casarões históricos de Manaus, não é mesmo? 

Você já tinha reparado nesses detalhes?

Referência:

Palestra virtual “Cores de Manaus” da arquiteta e urbanista Márcia Honda.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO