No dia 5 de setembro de 1850, Dom Pedro II sancionou a Lei nº 582, criando a Província do Amazonas. Nove meses depois, em 7 de junho de 1851, o Imperador nomeou o deputado paraense João Baptista de Figueiredo Tenreiro Aranha como o primeiro presidente da recém criada unidade brasileira.
Junto à criação da província também foi aprovada a liberação da navegação a vapor no Amazonas e no Pará, ação que foi idealizada por Tenreiro Aranha e sancionada pelo Imperador em 6 de setembro de 1850.
Tenreiro Aranha chegou à Cidade de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro (Manaus) no dia 27 de dezembro de 1851 e instalou a Província no dia 1º de Janeiro de 1852 em uma solenidade realizada na Câmara Municipal de Manaus. Sabe a Rua da Instalação no centro da cidade? Foi naquela região que se instalou a Província do Amazonas.
Em 1852, Tenreiro Aranha mandou criar uma planta para a capital da província. A cidade era cortada por inúmeros igarapés como o da Castelhana, Cachoeira Grande, Remédios, Espírito Santo, São Vincente, Bica e Seminário.
A capital tinha cerca de 4.500 habitantes divididos nos bairros de São Vincente, Seminário, Espírito Santo, Nova República e Remédios.
Segundo o Naturalista Alfred Russel Wallace, a cidade da Barra do Rio Negro (Manaus) não tinha ruas com calçamento, as vielas eram onduladas e cheias de buracos. As casas só tinham um pavimento, eram cobertas de telhas vermelhas, as paredes eram pintadas de branco ou amarelo e as portas e janelas pintadas de verde.
Sobre o Forte de São José esse naturalista disse que só restavam as muralhas e um monte de terra. Segundo o seu relato, de 17 de maio de 1852, já faziam 5 meses que nenhum barco chegava na cidade vindo de Belém e isso deixou a Barra com escassez de gêneros de primeira necessidade.
Ele relata que uma viagem de navio de Manaus até Belém demorava cerca de 3 meses quando o rio estava cheio.
Esses foram os primeiros meses da Província do Amazonas, mas essa história de dificuldade iria acabar alguns anos depois com o período da borracha.
Referência Bibliográfica:
GARCIA, Etelvina. Manaus, referências da História. 3 ed rev. Manaus: Norma Editora, 2014.