A avenida mais antiga de Manaus

A história da avenida 7 de setembro começa antes mesmo de sua urbanização. Ela inicia com a presença dos povos indígenas que construíram um cemitério na região onde hoje existe a Praça Dom Pedro II, próximo ao início dessa avenida.

Com a chegada dos portugueses e a construção do Forte de São José, em 1669, começou-se a erguer a área sobre a presença dos povos originários. Aterram-se os cemitérios e se constroem as primeiras ruelas. Essas ruelas eram de terrenos irregulares, chão de terra batida e cortadas por igarapés como o do São Vicente e da Ribeira.

Os primeiros indícios de urbanização da avenida 7 de setembro data de 1858 quando começaram a calcetar a Rua Brasileira (7 de Setembro) e a Praça Dom Pedro II.

Inicia-se o período da economia da borracha e consigo o processo de modernização da cidade quando as ruas começam a serem cobertas por paralelepípedos e as calçadas com pedras Lioz.

Neste período também aterram alguns igarapés que cortavam a Rua Municipal (7 de setembro) como o Igarapé Espírito Santo (na foto da publicação vemos o momento em que ainda existia uma ponte sobre o igarapé onde hoje é o cruzamento das avenidas Eduardo Ribeiro e 7 de Setembro).

Durante os anos de 1890 a 1920 a cidade mais parecia um canteiro de obras com o seu grande ícone inaugurado, o Teatro Amazonas.

 

O historiador Otoni Mesquita relata que em 1896 foi concluída a construção das três pontes sobre a Rua Municipal bem como a conclusão completa do calçamento da avenida. Duas dessas pontes foram erguidas em estilo românicos sobre os igarapés de Manaus e Bitencourt e a terceira sobre o igarapé do Mestre Chico que foi feita de ferro importado da Inglaterra.

Neste período concluiu-se a urbanização desta avenida mas não seu processo de modernidade pois décadas depois se retiraram os bondinhos elétricos, soterraram os paralelepípedos com asfalto e surgiram os automóveis. 

A Avenida 7 de Setembro presenciou a passagem de três séculos (XIX, XX e XXI) sem contar a ocupação indígena no local.

Inicia-se às margens do Rio Negro e termina na Ponte Benjamin Constant e nela existem inúmeras construções históricas que são abordadas em outras publicações.

Referência Bibliográfica:

SALES, Julio Cesar Santana. Colégio Amazonense Dom Pedro II: uma análise sobre sua relevância histórica e turística para a cidade de Manaus. Manaus: UEA, 2016.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO