A Barca da África

O Monumento de Abertura dos Portos idealizado por Domenico de Angelis e inaugurado em 1900 é repleto de simbologias sobre a Amazônia, Mitologias e fatos históricos.

Em seu livro, intitulado Beleza Decifrada, Aristóteles de Alencar faz uma análise detalhada sobre o Monumento composto por barcas, putti, ornamentos, colunas e esculturas. 

Nosso foco é  especialmente a barca da África.

Representando o continente africano no qual possivelmente os produtos amazônicos poderiam ser comercializados, esta barca é repleta de simbologias sobre um dos países mais famosos daquele continente: Egito.

No topo da proa está um putto (representação de um garoto, possivelmente um cupido) que está segurando presas de elefantes, que é um dos símbolos da África. 

O garoto está locado sobre a representação de um rosto feminino que, devido aos detalhes que ela usa como o diadema de naja, escaravelho alado e o disco solar, pode estar representando uma rainha (faraó) egípcia possivelmente a Cleópatra. 

Na barca existem vários detalhes da cultura egípcia: 

  • Disco solar representando o deus-sol Rá; 
  • Escaravelho que representa o deus Khefri e associa-se ao caráter sagrado do faraó; 
  • Naja, representação de uma deusa egípcia e símbolo da soberania do faraó; 
  • Papiros que eram feitos a partir de uma planta às margens do Rio Nilo e que deu origem ao papel;
  • Hieróglifos que são a escrita do Egito Antigo, no entanto eles não estão transmitindo uma informação oculta.

As outras barcas seguem esse mesmo modelo e têm vários detalhes que representam os demais continentes. 

Interessante né! Então que tal ir ao Largo e olhar nessa barca onde estão esses detalhes que acabei de mencionar?

Referência Bibliográfica:

FILHO, Aristóteles Comte de Alencar. Beleza Decifrada. Manaus: Editora Valer, 2023.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO