Art Nouveau, ou “Arte Nova”, foi um movimento artístico que surgiu na Bélgica no final do século XIX e ficou em voga de 1880 a 1920. Foi popular até a Primeira Guerra Mundial e influenciou a arquitetura, o design, as artes gráficas, a moda e a publicidade.
- Características: Linhas sinuosas, formas orgânicas, vitrais, mosaicos;
- Influências: Natureza, movimentos sociais e estéticos ingleses, como o Arts and Crafts;
- Aplicações: Arquitetura, design de interiores, design de joias e vidros, pôsteres, ilustração.
O Art Nouveau se destacou por:
- Romper com os cânones do passado;
- Valorizar o artesanato e trabalhos manuais;
- Inspirar-se em formas de plantas, flores, cisnes, labaredas e outros elementos;
- Ter uma preocupação com a estética e com os elementos decorativos;
- Utilizar materiais como madeira, vidro, ferro e cimento;
- Ter linhas assimétricas e composições assimétricas;
- Ter uma síntese ousada de estrutura e decoração.
O Art Nouveau foi mais popular na Europa, mas a sua influência foi global.
Em sintonia com o boom da borracha, nos anos de 1850 a 1910, as cidades de Belém (PA) e Manaus (AM) assistiram à incorporação de elementos do Art Nouveau em algumas residências. O estilo na região encontra-se mesclado às representações da natureza e do homem amazônicos, e aos grafismos da arte marajoara.
O Arte Nouveau buscava se distanciar da dos produtos feitos por máquinas e valorizar os produtos manuais, trazendo delicadeza e leveza, mas associados às novas tecnologias apreciadas pela burguesia. Esse estilo era um estilo da burguesia.
Esse estilo recebeu vários nomes a depender do país e o termo adotado no Brasil sofre influência do empregado na França.
O coreto da Praça da Polícia é um belo exemplar de arquitetura no estilo Arte Nouveau, seus detalhes de ferro e vitrais retratam a fauna e flora além de mitologia como os tritões.
Em Manaus é possível observar detalhes em art nouveau no Teatro Amazonas, no Palácio Rio Negro e no Mercado Público.
Referência Bibliográfica:
BASSALO, Célia Coelho. Art Nouveau em Belém. Brasília: IPHAN, 2019.