Biblioteca Pública Do Amazonas

A biblioteca Pública do Amazonas foi criada ainda na província no ano de 1871, no entanto não tinha sede própria e ficou “perambulando” por alguns prédios da cidade como o atual Palacete Provincial e o Colégio Amazonense Dom Pedro II.

As verbas e autorizações para a construção do edifício começaram a serem disponibilizadas em 1883 mas foi somente em 1905 que as obras começaram. O prédio foi inaugurado em 1907 mas começou a operar como biblioteca somente em 1912. 

O prédio, em estilo eclético, custou 1.157130$308 e foi construído no cruzamento das ruas 7 de setembro e Barroso. 

É uma construção de alvenaria de pedra e tijolo, em dois andares e porão alto, pé direito duplo, janelas com vão alto, escadaria principal de pedras e a interna feita de ferro importado da Escócia e pisos feitos de acapu e pau amarelo. A fachada sem muito adorno, feita de três corpos, o central em destaque. 

Há janelas de arco pleno, com púlpitos e no centro um frontão triangular com o brasão do Estado.

Sofreu incêndio de grandes proporções em agosto de 1945 com perda de praticamente todo o acervo de 45 mil volumes, salvo 60 peças que estavam em exposição fora da sede da biblioteca. 

Foi recuperado e reinaugurado em 1947. O prédio da biblioteca é tombado como Patrimônio Histórico do Estado do Amazonas desde 1980.

Foi restaurado durante vários anos pela Secretaria de Cultura do Estado e reaberto em 2012.

Atualmente a biblioteca dispõe de aproximadamente 100 mil exemplares de livros, jornais e gibis para pronta consulta.

Funciona de segunda a sexta das 9h às 17h e recebe mais de 10 mil visitantes por ano.

No último domingo de cada mês, a Biblioteca Pública do Amazonas sedia a Feira de Troca de Livros e Gibis, com o objetivo de fomentar o interesse na literatura. Levando livros e gibis antigos. O evento tem entrada gratuita.

Fotos: Julio Sales

Referências Bibliográficas:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009.
BRAGA, Robério. Manaus na palma da mão. 1ª ed. Manaus: Reggo Edições, 2014.
MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus História e Arquitetura (1669-1915). Manaus: Editora Valer, 2019.

RELACIONADOS
MAIS CATEGORIAS

A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO