O Palácio Rio Negro talvez seja o maior registro privado da riqueza do período áureo da borracha.
O prédio foi construído na transição do século XIX para o XX com o objetivo de ser residência do rico e influente barão da borracha, o alemão Karl Waldemar Scholz.
O palácio começou a ser utilizado em 1900 mas ainda não estava completamente pronto. Construído na confluência de dois igarapés ele tinha um porto privativo que funcionava como ancoradouro de barcos que vinham dos seringais e levavam a borracha para a Europa.
Com a crise da borracha, Waldemar teve que vender o palacete para outro seringalista em 1911. Luiz Gomes adquiriu o edifício, mas em 1917 acabou vendendo para o Governo do Estado do Amazonas que o transformou em sede do governo e residência oficial dos governadores.
A edificação foi utilizada como sede do governo de 1917 a 1995 e residência dos governadores de 1997 a 1958. Até o ano de 1980 existia o porto privativo no local.
Em 1997 foi transformado em Centro Cultural que é a sua função até os dias de hoje.
Tem estilo eclético, com cor ocre e creme, pisos de acapu a pau amarelo e várias mobílias originais e esculturas. É usado como museu e local para atividades de cunho cultural.
Atualmente faz parte de um conjunto de edificações como o Salão Rio Solimões, Vila Ninita e o Parque Senador Jefferson Péres.
Curiosidades:
No jardim frontal do Palácio existem dois pés de pau-brasil e dentro do Palácio existe uma escadaria de madeira com peças encaixadas feita de pau-brasil.
Diante da edificação existe uma estátua de ferro fundido que representa a Medusa. Acredita-se que sirva para a proteção espiritual da casa.
Referências Bibliográficas:
DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009.
BRAGA, Robério. Manaus na palma da mão. 1ª ed. Manaus: Reggo Edições, 2014.