Como de costume da época, uma importante praça deveria ter um belo chafariz. E não seria diferente com a Praça Dom Pedro II.
A então Praça da República ganhou seu chafariz no dia 14 de janeiro de 1895 na gestão do Governador Eduardo Ribeiro com o objetivo de embelezar o local.
O chafariz foi encomendado da firma alemã John Birch & Cia. Feito de ferro fundido, medindo aproximadamente 5 m de altura, ele é muito semelhante ao chafariz do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
O item tem três bacias e três corpos. Nos corpos há vários elementos diferentes, mas com o mesmo significado: deus Netuno, senhor dos mares e das fontes.
No primeiro corpo há crianças (putti, que é uma referência ao cupido), conchas, tridentes e jarros.
No segundo corpo encontram-se quatro máscaras que representam Netuno e sobre elas estão alocadas quatro Musas sentadas: a primeira com uma lira, Erato, amável, indicando poesia lírica; a segunda com um bastão, Talia, representa a comédia; a terceira com um livro fechado, Calíope, representa a poesia épica; a quarta segurando um tridente e na mão direita um pergaminho é Clio, a proclamadora, musa da história.
No último nível existe um pináculo ladeado por quatro delfins associado a Netuno e a Ninfa marinha Anfritite, também há rosetas que representam coroação final.
Interessante como uma estrutura que passa despercebido por nós hoje em dia tem tantas informações para nos contar!
Você já parou para pensar quantas fontes existem no centro de Manaus? Que tal conhecer cada uma delas?
Referências Bibliográficas:
MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1669-1915). 4 ed.
BRAGA, Robério. Manaus na Palma da Mão. Manaus: Reggo Edições, 2014.