Cruzamento de História

No centro histórico da cidade de Manaus existem várias ruas e avenidas que homenageiam pessoas e fatos importantes da cidade de Manaus e do Amazonas.

Essas ruas muitas vezes se cruzam e geram o encontro de um homenageado com outro, o que eu costumo chamar de Cruzamento de História

Vamos conhecer alguns desses cruzamentos?

  • Rua 10 de julho com Avenida Eduardo Ribeiro

Eduardo Gonçalves Ribeiro foi um dos mais importes governadores do Estado do Amazonas que realizou um grande avanço urbanístico da cidade de Manaus no fim do século XIX. Ele foi o primeiro governador negro do Brasil. Logo, essa importante via do centro da cidade faz homenagem ao negro mais importante do nosso Estado.

A Rua 10 de julho também faz referência às pessoas pretas pois faz homenagem ao dia em que o Amazonas aboliu a escravidão na província: 10 de julho de 1884, 4 anos antes da Lei Áurea.

 

  • 24 de maio com Eduardo Ribeiro

A rua 24 de maio também tem relação com a escravidão, ou melhor dizendo, ao fim da escravidão. 24 de maio de 1884 foi o dia em que Manaus aboliu a escravidão no município, 4 anos antes da Lei Áurea.

Para além dos cruzamentos em memória ao fim da escravidão, também existem cruzamentos onde podemos aprender sobre a urbanização da cidade de Manaus.

  • Avenida 7 de setembro com Eduardo Ribeiro

A avenida 7 de setembro era cortada por inúmeros igarapés que foram aterrados para se transformarem em avenidas. A avenida Eduardo Ribeiro foi um desses igarapés que foram aterrados e onde hoje é o cruzamento dessas vias existia uma ponte para ligar uma margem a outra do igarapé.

  • Avenida 7 de setembro com Getúlio Vargas

Outro cruzamento de uma avenida com igarapé era onde hoje existe a Avenida Getúlio Vargas que ficou pronta somente na década de 1930 depois de um longo processo de aterro.

São tantos cruzamentos de histórias no centro de Manaus. Você conhece mais algum?

Referência Bibliográfica:

SALES, Julio Cesar Santana. Colégio Amazonense Dom Pedro II: uma análise sobre sua relevância histórica e turística para a cidade de Manaus. Manaus: UEA, 2016.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO