Há mais de 100 anos milhares de seringueiros saiam de madrugada para coletar o látex das seringueiras. Uma atividade que gerou muita riqueza, melhor dizendo, concentração de riqueza em cidades como Manaus e Belém. Fruto máximo desse período de muito dinheiro é o Teatro Amazonas que é considerado um dos teatros mais bonitos do mundo!
Tudo isso você já sabe. Mas você conhece bem a árvore que gerou todo esse período histórico na Amazônia? Hoje você vai descobrir algumas curiosidades sobre a Seringueira.
Sabe-se que quem descobriu o látex e a transformação dele em borracha foram os próprios indígenas que usavam inclusive na fabricação de bolas. As espécies de seringueiras ocorrem naturalmente na Amazônia. No entanto em uma densidade bem baixa, cerca de uma árvore por hectare, se tornando uma árvore rara de se encontrar.
Um seringueiro pode sangrar até 150 árvores por dia, durante 2 meses por ano. Uma árvore pode durar até 200 anos, então pode produzir bastante látex.
O látex da seringueira é usado na fabricação de diversos produtos como pneus e acessórios para automóveis, luvas cirúrgicas, preservativos e diversos outros itens, até mesmo na moda.
Na natureza as sementes são consumidas por animais como o tambaqui, piranha preta e o porco-do-mato. Os povos astecas usavam as sementes como dinheiro.
Curiosidade:
Um dos maiores primeiros registros de biopirataria aconteceu com sementes de seringueiras. Em 1876 o britânico Henry Wickham conseguiu contrabandear 70.000 sementes de seringueiras para a Inglaterra onde foram preparadas e enviadas para colônias na Malásia onde tiveram sucesso no plantio e extração derrubando a produção feita no Brasil e encerrando o ciclo da borracha na Amazônia.
O apogeu do ciclo da borracha na Amazônia durou de 1880 a 1911 enriquecendo barões, transformando cidades, movimentando uma leva de trabalhadores em péssimas condições de trabalho na floresta.
Referência Bibliográficas:
SHANLEY, Patrícia et al. Frutíferas e Plantas úteis na vida amazônica. 2ed. Brasil: CIFOR, 2010.
Fotos: Julio Sales