Hospital Beneficente Portuguesa

Construído no início no século XX, o prédio do Hospital Beneficente Portuguesa tem estilo neoclássico e é um dos maiores edifícios históricos da cidade. 

Nas imagens de 1900 mostra que o prédio ainda não estava concluído tendo sido ampliado em 1910 e 1950.

Apresenta dois andares, com porão alto e sete sessões. Sendo considerada maior construção neoclássica de Manaus. 

Na fachada principal se destaca o monumental pórtico composto por duas pilastras em estilo coríntio e um frontão triangular com um brasão da instituição confeccionado em bronze. O prédio é costumeiramente pintado de um tom azul claro.

O conjunto pode ser uma referência Igreja de San Giorgio, uma obra do arquiteto renascentista Palladio. Mas também lembra alguns palácios portugueses, como o Palácio Nacional de Lisboa e o de Queluz.

Alguns detalhes ainda se mantem originais como as fachadas, porta principal de madeira, portões de ferro e muros, escadaria principal e a do hall de entrada que é feita de madeira bem como o salão nobre. Grande parte do interior do edifício foi modernizado. 

Há alguns detalhes interessantes na entrada do edifício como as cariátides que estão representando a mulher e a maternidade e alguns leões que representam proteção.  

É um dos poucos edifícios históricos que mantem sua função original.

Não tem como passar pela Joaquim Nabuco e não se impressionar com essa construção! Construções como essa que faz com que essa avenida tenha um apelo histórico e arquitetônico muito grande. 

Que tal da próxima vez que você caminhar pela Avenida Joaquim Nabuco você observar os edifícios históricos que ainda sobrevivem ao tempo?

Referência Bibliográfica:

MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1669-1915). 4 ed. Manaus: Editora Valer, 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO