Igreja da Matriz

Dedicada à Nossa Senhora da Conceição, a Igreja Matriz de Manaus está situada em uma das partes mais antigas da cidade diante do Porto Flutuante.

A igreja foi construída em cima de uma antiga olaria e as margens de dois igarapés: o da Ribeira e o do Espírito Santos (ambos aterrados)

A história da construção desta igreja é bem longa, a princípio teve bastante dificuldade na construção devido à falta de recursos financeiros e humanos. Um dado curioso sobre sua história é que em seus primórdios a sociedade manauara era formada principalmente por indígenas que não tinham uma ligação com a cultura e religião europeia, por isso a construção de um templo não era ansiado pela maioria.

A construção, em estilo Neoclássico, foi inaugurada em 15 de agosto de 1878, vinte anos após o lançamento de sua pedra fundamental.

Não se sabe ao certo de quem foi a autoria do projeto arquitetônico. Dois grandes historiadores da nossa cidade, Luís de Miranda Correia e Mario Ypiranga, divergem sobre o assunto. Mas o que se sabe, devido a uma capsula do tempo encontradas sob a igreja é que a pessoa de nome Francisco Conejo, foi quem a edificou.

Esta igreja foi a primeira grande obra construída em Manaus e a mais importante do período Provincial.

Dentro da Igreja existem algumas pinturas sacras e uma em especial faz homenagem ao forte de deu origem a cidade de Manaus.

Durante a ultima reforma na igreja, no inicio dos anos 2000, foram encontradas paredes de pedra Arenito Manaus, resquícios da olaria e uma garrafa de vidro com uma mensagem datada de 1862.

Ficou curioso para conhecer mais sobre história dessa igreja? Então aproveita a dica: dentro da igreja existe um museu que funciona de terça a sábado das 9h às 16h. Com entrada gratuita e você inclusive pode agendar uma visita guiada com a Upiara Turismo.

Curiosidade: antes da atual igreja existiram duas outras. A primeira era jesuíta rural sendo destruída em 1781. A segunda construída por Lobo D’almada sofreu incêndio em 1850 o que levou a construção da atual igreja.

Fotos: Julio Sales

Referência Bibliográfica:

MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1669-1915). 4 ed. Manaus: Editora Valer, 2019.

RELACIONADOS
MAIS CATEGORIAS

A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO