Igreja de São Sebastião

A irmandade de São Sebastião começou em Manaus por volta de 1859 com a chegada dos religiosos dessa ordem na capital.

A construção de uma capela nessa área começou em 1867 com a orientação do médico Antônio Canavarro sendo parcialmente concluída em 1888. No entanto suas obras continuaram até 1935 com alterações na fachada.

As grandes obras foram feitas pelos capuchinos e especialmente Jesualdo Marchetti de Lucas, cujos retos mortais acham-se na igreja. Contou com recursos públicos, campanhas e loterias populares. 

Revestida com pó de pedra e com tratamento de bossagem, a igreja, tem dois pavimentos e um corpo central ladeado por torre. O corpo central tem um pórtico com quatro colunas toscanas que sustentam três arcos plenos na entrada do templo. Sobre o pórtico há um balcão acima do qual há um óculo e sobre ele a imagem de São Sebastião.

Tem estilo medievalista mas com traços neoclássicos como o frontal triangular, pórtico e planta centralizada. Apresenta também as pedras lioz típicas das construções daquele período e que foram aproveitadas da construção da igreja da Matriz.

A igreja apresenta somente uma torre, o que gera muitas especulações e histórias como naufrágios e até desvio de dinheiro. No entanto a construção apresenta somente uma torre simplesmente porque naquele período não havia recursos para concluir a obra e talvez, por ser tombada, a igreja nunca terá a sua segunda torre.

Os sinos, que tocavam de 15 e 15 minutos, foram fundidos na Itália e postos na torre em 1933 juntamente com o relógio.

Essa igreja possui um dos mais belos interiores da cidade, com pinturas e ornamentos bem decorados e apresentando também uma bela cúpula.

O prédio foi tombado como Patrimônio Histórico do Estado do Amazonas em 1988.

Referências Bibliográficas:

BRAGA, Robério. Manaus na Palma da Mão. Manaus: Reggo Edições, 2014.

MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1669-1915). 4 ed. Manaus: Editora Valer, 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO