Instituto de Educação do Amazonas – IEA

A história do Instituto de Educação do Amazonas – IEA começa ainda no século XIX, precisamente em 1852 com a ideia de se criar uma escola que formasse professores para o ensino público amazonense. Mas foi somente em 1882 que foi criada a Escola Normal para cumprir com esse objetivo.

Sua história está muito ligada com o Liceu Provincial, atual Colégio Amazonense Dom Pedro II, em 1882 ambos funcionavam nas dependências do Seminário São José.

Com a inauguração do prédio do Liceu Provincial, em 1886, a Escola Normal foi transferida para esse prédio também, estando dividida em ala masculina e feminina. 

Em 1890 o Liceu Provincial e a Escola Normal foram fundidas dando origem ao Instituto Normal Superior, mas teve apenas 3 anos de duração. Em 1893, no lugar do Instituto Normal Superior surgiu o Gymnasio Amazonense e a formação de professores ficou subordinada a esta nova instituição. Tal subordinação perdurou até 1900 quando a Escola Normal se tornou autônoma, mas ainda sediada no segundo andar do prédio do Gymnasio.

Fotos: Julio Sales

Mudou-se várias vezes de local e a ela foi incorporada, em 1907, a Escola Complementar Mista, para que os alunos da Escola Normal pudessem ter contato com as práticas do magistério. Sendo dividida novamente, em 1918, entre Escola Normal e Grupo Escolar Barão do Rio Branco.

A sua denominação atual, Instituto de Educação do Amazonas foi oficializada em 1940. Até esse ano o Instituto não tinha sede própria, quando se decidiu então construir a sede do colégio dos alicerces do inacabado Palácio do Governo, nos altos da avenida Eduardo Ribeiro.

As obras foram concluídas em 1944, quando o IEA passou a abrigar o Grupo Escolar Princesa Isabel. Tal grupo escolar funcionou neste prédio até 1974, quando objete um edifício próprio ao lado do IEA.

O IEA funcionou como escola de formação para magistério até o ano de 2002, quando o Ministério da Educação determinou que era obrigatório a formação de nível superior para o exercício do magistério. A partir de então o IEA passou a funcionar apenas como escola de Ensino Médio.

O prédio apresenta mais de 30 salas de aula em dois pavimentos e em 2009 se tornou uma escola piloto de ensino médio de tempo integral.

Fotos: Julio Sales

Referência Bibliográfica:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO