Monumento de Abertura dos Portos

Esse monumento foi erguido em homenagem à abertura do Rio Amazonas ao comércio mundial decretada por D. Pedro II no dia 7 de dezembro de 1866. O símbolo original era uma coluna de pedra erguida no dia 7 de setembro de 1867 no descampado que mais tarde iria se tornar a Praça de São Sebastião.

Com o apogeu da borracha, a inauguração do Teatro Amazonas e o embelezamento previsto na praça foi aprovada, no dia 23 de fevereiro de 1898, uma lei para a construção de um novo monumento. O contrato foi firmado em 9 de março de 1899 com o italiano Domenico de Angelis e que deveria ser concluído no dia 3 de maio de 1900, data que está cravada no monumento.

A confecção do monumento foi realizada por Domenico de Angelis no ateliê de Henrico Quatrini, em Roma, e as peças foram trazidas para Manaus em partes separadas.

No entanto, De Angelis nunca viu seu monumento posto em Manaus pois falecera no dia 27 de março de 1900. A construção do monumento na Praça de São Sebastião foi dirigida por José Gomes da Rocha, mesmo profissional que foi contratado para executar as obras de estuque do Teatro Amazonas e da conclusão do Palácio da Justiça.

O monumento em estilo Barroco e Maneirista tem suas bases e corpo central feitos de mármore, o grupo escultórico que se destaca na parte superior, bem como as barcas e detalhes decorativos foram feitos de bronze.

A figura principal é composta pela escultura de uma mulher, que representa uma Amazona, com uma tocha na mão direita enquanto a esquerda pousa sobre o ombro do deus Mercúrio, divindade romana que representa o comércio.

Nas faces do pedestal quadrangular estão representados quatro continentes do globo terrestre: Europa, representada por uma águia de asas abertas e um menino na ponta da barca; Ásia, representada pela cabeça de um leão persa e um menino; África, representada por um menino segurando duas presas de elefantes sobre uma figura em formato de cabeça egípcia e a América, representada pelo primeiro navio viking que aportou na América do Norte.

Hoje, esse monumento se tornou um dos maiores símbolos arquitetônicos de nossa cidade compondo um belo ambiente histórico no Largo de São Sebastião.

Fotos: Julio Sales

Referência Bibliográfica:

MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus: história e arquitetura (1669-1915). 4 ed. Manaus: Editora Valer, 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO