Ao andar pelas ruas e calçadas do centro de Manaus você já reparou em algumas “pedras” vermelhas e bege?
Em áreas mais preservadas com o entorno do Teatro Amazonas é muito comum encontrar dois tipos de rochas: Arenito Manaus e Pedra Lioz.
Essas rochas foram usadas na construção de alicerces, muros, calçadas e ruas.
Primeiramente no período provincial grande parte das construções usavam o Arenito Manaus principalmente em alicerces e pavimentação de ruas. Ainda podemos ver essas pedras em ruas como a Barroso, Bernardo Ramos, ao redor da Igreja da Matriz e nos muros de construções importantes como o Teatro Amazonas e o Palácio da Justiça.
O Arenito Manaus é uma rocha sedimentar rosa a avermelhada que compõe a Formação Alter do Chão e é comumente encontrara as margens do Rio Negro. Essas rochas foram trabalhadas e usadas na construção da cidade como na pavimentação de ruas. Hoje, praticamente todas os arenitos Manaus estão cobertos por asfalto, como que sepultando esse passado histórico.
Outra rocha muito usada, desta vez durante o período áureo da borracha, foi a Pedra Lioz. Essa rocha carbonática é procedente da região da cidade de Lisboa em Portugal, onde era utilizada como elementos estruturais e de ornamentação de castelos, igrejas e casas desde o século XII.
De coloração marfim e as vezes com tons rosados e cinza, a Pedra Lioz é comumente encontrada no centro histórico de Manaus na forma de colunas, blocos e placas de pavimentos de calçadas, revestimentos em pisos, degraus e escadarias. Foi usada em prédios importantes como o Teatro Amazonas, entorno da Praça Dom Pedro II, Palácio da Justiça e Igreja da Matriz.
Nesta foto vemos, então, placas de Pedra de Lioz usadas na pavimentação da calçada ao redor do Teatro Amazonas e o Arenito Manaus usado na construção do muro que circunda o Teatro.
Você sabia a história das pedras de Manaus? Em outras publicações irei falar mais sobre curiosidades sobre essas rochas!
Referência Bibliográfica:
LAMA, Eliane Aparecida del (org). Patrimônio em Pedra. São Paulo: Instituto de Geociência da USP, 2021.
Fotos: Julio Sales