Ponte Benjamin Constant

Ligar bairros por meio de pontes sempre foi uma realidade em Manaus. E não seria diferente durante o período áureo da borracha, quando a cidade estava em plena expansão e modernização.

Talvez um dos maiores legados de engenharia daquele período seja a Ponte Benjamin Constant.

A ponte foi inaugurada no dia 7 de setembro de 1895, na gestão do então governador Eduardo Ribeiro, para ligar o Centro ao bairro da Cachoeirinha.

O responsável pela obra foi o engenheiro inglês Frank Hirts. As peças de ferro foram fabricadas pela indústria inglesa Dorman Long & Company Limited.

A ponte recebeu o nome de Benjamin Constant em homenagem ao professor de Eduardo Ribeiro na Escola Militar do Rio de Janeiro e uma das figuras mais importantes do movimento de Proclamação da República.

Além da denominação oficial, ela também ficou conhecida como Ponte da Cachoeirinha, em referência ao bairro de mesmo nome; Ponte Metálica, em razão de sua estrutura; e Terceira Ponte, devido estar localizada após as duas primeiras pontes da Avenida 7 de Setembro.

Foi reformada várias vezes, sendo a última reforma mais intensa devido ao risco de desabamento. Nesta última reforma, em 2007-2008, contou com investimentos estaduais, federais e do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID. 

Com mais de 100 anos, a ponte que possui 161 metros de comprimento e 10,50 metros de largura, foi reinaugurada em 25 de setembro de 2008 junto com a primeira etapa do Largo do Mestre Chico, uma das obras do Prosamin na região.

A ponte teve sua estrutura reforçada para suportar o tráfego da avenida, recebeu nova pintura e iluminação cênica assinada por Peter Gasper, cenógrafo alemão que foi o responsável pela iluminação do Congresso Nacional e do Palácio da Alvorada em Brasília.

A Ponte Benjamin Constant foi tombada como Monumento Histórico do Amazonas pelo decreto 11.199 de 14 de junho de 1988.

Segundo a Revista Abril, essa ponte é considerada uma das 10 mais belas da engenharia e arquitetura nacional, ao lado de outras pontes como Hercílio Luz, em Florianópolis, e a Jucelino Kubitschek, em Brasília.

Referência Bibliográfica:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o Passado e o Presente. 1 ed. Manaus: Ed. Mídia Ponto Comm, 2009

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO