Praça da Polícia

Logradouro público em forma triangular, localizado nas Avenidas Sete de Setembro, Floriano Peixoto e rua José Paranaguá, teve início na década de 70 do século XIX. 

A praça já recebeu vários nomes como, por exemplo, em 1886 passou a se chamar Largo do Liceu em homenagem a inauguração do prédio do Liceu Amazonense (Atual Colégio Amazonense Dom Pedro II).

Em 1891 passou a se chamar Praça da Constituição devido a primeira Constituição do Estado do Amazonas.

Até esse momento, apesar de ser chamada de praça, o logradouro ainda era um descampado. Tendo suas primeiras obras de infraestrutura em 1895 com calçamento de paralelepípedos.

Foi somente em 1906 que surgiu um grande projeto de embelezamento no local. O superintendente municipal, Adolpho Lisboa, contratou o botânico Oscar Labroy, do Museu de Mezion em Paris, para ser o responsável pelo projeto.

A ideia era fazer da praça um pequeno parque no meio da cidade de Manaus. Então o projeto consistia na instalação de um coreto de ferro fundido, lago artificial cortado por uma ponte de cimento armado, fonte de ferro, gruta com cascata, esculturas dos deuses romanos Diana e Mercúrio, de uma ninfa e uma escultura de uma luta entre um cachorro e um javali.

A praça foi reinaugurada em 23 de junho de 1907.

 

Foto: Julio Sales

O logradouro foi passando por várias reformas e estruturações ao longo dos próximos anos e até mesmo subdivisões. De uma praça surgiram quatro: Praça Heliodoro Balbi; Praça Roosevelt, Praça Ribeiro Junior e Praça Goncalves Dias.

Na década de 1950 dois acontecimentos importantes: a Instalação do Pavilhão São Jorge (Café do Pina) e o surgimento do Clube da Madrugada.

A partir da década de 1970 as quatro praças foram unificadas em uma só: Praça Heliodoro Balbi.

Apesar de possuir uma denominação oficial (Praça Heliodoro Balbi) o logradouro é mais conhecido como Praça da Polícia visto que está localizada em frente a um prédio que por muitos anos funcionou como Comando Geral da Policia Militar do Amazonas.

Em 2008 foi interditada para a realização de uma grande reforma que trouxe os ares de sua inauguração em 1907.

 

Referências Bibliográficas:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009.
BRAGA, Robério. Manaus na palma da mão. 1ª ed. Manaus: Reggo Edições, 2014.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO