O logradouro público foi criado em 1867, ainda no Império Brasileiro, com a doação de um terreno pelo tenente Antônio Lopes Braga. A princípio era um imenso descampado com uma coluna de pedra de 6 metros de altura em homenagem à Abertura dos Portos Amazonenses às Nações Amigas.
O lugar somente começou a ganhar feição de praça com a inauguração do Teatro Amazonas (1896), em 1899 com o calçamento de pedra calcário branco e basalto negro importados de Lisboa e em 1900 com o Monumento de Abertura dos Portos.
O desenho sinuoso do piso da praça é de autoria de Domenico de Angelis, o mesmo que decorou o Salão de Bailes do Teatro Amazonas, e faz referência a Praça Rossio em Lisboa.

O local já recebeu vários nomes como Praça Ribeiro Júnior em 1924, Praça 24 de Outubro em 1930 e novamente Praça de São Sebastião, em 1931, em homenagem a ordem religiosa formada por missionários franciscanos da irmandade de São Sebastião.
Algo que marca essa praça, além do Monumento e o piso ondulado, são as árvores que ladeiam o logradouro. As árvores são de Oitizeiros.
A Praça já sofreu vários restauros, sendo o mais emblemático as intervenções no início do século XX com o programa Manaus Belle Epoque que restaurou toda o logradouro e o seu entorno criando o Largo de São Sebastião.
Hoje a praça integra o Centro Cultural Largo de São Sebastião inaugurado em 07 de maio de 2004. Isso mesmo, existe a Praça de São Sebastião, que é de 1867, e o atual Largo de São Sebastião, que é de 2004, composto por toda a região do entorno do Teatro Amazonas.
Do século XIX ao século XXI esta região encanta, acolhe e inspira tanto a manauaras quanto turistas! Que tal passar um fim de tarde nessa praça?
Referências Bibliográficas:
DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009.
BRAGA, Robério. Manaus na palma da mão. 1ª ed. Manaus: Reggo Edições, 2014.
MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus História e Arquitetura (1669-1915). Manaus: Editora Valer, 2019.