Praça do Congresso

Localizada no final da Avenida Eduardo Ribeiro, entre as ruas Monsenhor Coutinho e Ramos Ferreira, essa praça tem sua origem em 1876, quando o presidente da Província, Gabriel Antônio Ribeiro Guimarães, assinou uma Lei para a construção da Praça da Princesa Imperial.

20 anos depois, a praça ainda não estava pronta e o então governador do Amazonas, Fileto Pires, ordenou a construção de um parque nos arredores da construção do Palácio do Governo que seria denominado Largo 5 de Setembro.

Com a paralisação da construção do Palácio do Governo por ordem do governador Silvério Nery, que considerava a obra dispendiosa e desnecessária, o projeto do parque também foi paralisado.

Foi somente em 1908 que o local foi denominado de Praça Antônio Bittencourt, em homenagem ao governador da época. A área compreendia desde a rua Tapajós até a avenida Eduardo Ribeiro, delimitadas pelas ruas Ramos Ferreira e Monsenhor Coutinho.

 

Foto: Julio Sales

Em 1911 o lugar recebeu mudas de fícus-benjamin e pavimentação de pedras. 

A praça era conhecida como Praça Benjamin Constant, devido à escola que existia no local. Depois ficou conhecida como Praça da Saúde devido à construção do prédio do Departamento de Saúde do Estado, que posterior mente foi demolido para a construção do prédio dos Correios.

Em 1942, a praça ficou popularmente conhecida como Praça do Congresso devido à realização no local do 1º Congresso Eucarístico Diocesano, o maior evento religioso daquele tempo. No evento foi inaugurado o monumento em homenagem a Nossa Senhora da Conceição.

Na década de 80 foi posto na praça um busco em homenagem ao célebre governador Eduardo Ribeiro.

No local foram realizados grande movimentos políticos como as Diretas Já e um comício do candidato à presidência Tancredo Neves.

Ao redor da praça existem importantes construções históricas como os prédios do Instituto Benjamin Constant, Instituto de Educação do Amazonas, Biblioteca Pública Municipal e o Ideal Clube.

Referência Bibliográfica:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o Passado e o Presente. 1 ed. Manaus: Ed Mídia Ponto Comm, 2009

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO