Praça Dom Pedro II

A ocupação da região da atual Praça Dom Pedro II remonta à presença dos povos indígenas que habitam a área. O logradouro público foi construído em cima de um cemitério indígena datado de 100 a 800 d.c 

Na história mais recente foi chamada de Largo do Pelourinho devido a implementação de um lugar para castigar escravos (1834-1855) e depois passou a ter várias outras denominações a depender do momento político que o país se encontrava, sendo sua última denominação Praça Dom Pedro II instituída em 1925.

Em 1878 a praça começou a ser urbanizada ganhando calçamento de pedras de lioz. Na gestão de Eduardo Ribeiro ganhou calçamento interno de madeira em forma de paralelepípedos fabricados na Inglaterra, instalação de bancos de madeira e ferro e gradil de ferro importado da Europa. O coreto central foi instalado na praça em 1888.

Nesse momento a praça mais se parecia com um imenso jardim com toda sorte de plantas e árvores. Sendo chamado de Jardim do Palácio em 1887 em virtude a presença do Palácio do Governo, atual Paço da Liberdade. 

No início do século XX era considerada a praça mais importante da cidade tendo várias apresentações artísticas como a Banda do Regimento Militar do Estado.

Com a saída da prefeitura do prédio do Paço Municipal e outras mudanças estruturais na cidade a região da praça ficou abandonada e isolada por algum tempo sendo (há alguns anos) mais conhecida como Praça das Primas, devido a presença de prostitutas no local. 

Em 2020 a praça foi reinaugurada depois de uma intensa obra de restauro 

Ao redor da praça é possível avistar importantes prédios como o Paço Municipal, Palacio Rio Branco, Antigo Hotel Cassina dentre outros.

 

Curiosidades:

  • Em uma obra de infraestrutura no Governo de Eduardo Ribeiro (1892-1896) ao efetuarem o nivelamento das ruas do entorno da praça foram encontradas urnas funerárias no local. Possivelmente algumas foram deixadas sob a praça pois em reforma em 2002 foram encontrados vários outros artefatos.
  • Na praça existem várias árvores dentre elas belos exemplares de seringueiras. Árvores tão emblemáticas para a economia do Estado do Amazonas.
  • O gradil que existia ao redor da praça e que foi importado da Europa foi transferido por volta de 1907 para o Mercado Municipal e para o Colégio Amazonense Dom Pedro II.
  • Ao lado da Praça se encontra o primeiro edifício de Manaus.   

Referências Bibliográficas:

DUARTE, Durango Martins. Manaus entre o passado e o presente. 1 ª ed. Manaus: Midia Ponto Comm, 2009.
BRAGA, Robério. Manaus na palma da mão. 1ª ed. Manaus: Reggo Edições, 2014.
MESQUITA, Otoni Moreira de. Manaus História e Arquitetura (1669-1915). Manaus: Editora Valer, 2019.

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A recuperação da memória leva ao conhecimento do patrimônio e este a sua valorização por parte dos próprios habitantes. Um monumento ou prédio dificilmente será objeto de vandalismo por alguém que conhece seu significado, que conhece o que representa para sua própria história como cidadão.

– MARGARITA BARRETO